Estudantes de Jornalismo

Blog dedicado a estudantes e profissionais que atuam na área de jornalismo e que queira publicar seus trabalhos acadêmicos.

quinta-feira, agosto 31, 2006

Polêmica em torno do "Código"

Opus Dei e Igrejas Cristãs discordam das posições tomadas pelo livro

Em maio,chegou aos cinemas “O Código Da Vinci”, baseado no romance escrito por
Dan Brown que, com base em pesquisas,levanta uma série de questionamentos sobre o cristianismo.
As igrejas cristãs definiram “O Código” como um ataque contra a sua fé;inclusive,um assistente do papa Bento XVI o chamou de “um romance perversamente anticristão”.A Instituição religiosa Opus Dei - citada diversas vezes na trama – diz que o autor oferece uma “visão deformada da instituição” e tentou fazer com que a Sony – Columbia eliminasse do filme toda referência à ela.
O filme narra a história do simbologista Robert Langdon (
Tom Hanks) e a criptógrafa Sophie Neveu (Audrey Tautou ) que, a partir do assassinato do curador do Museu do Louvre,Jacques Saunière (Jean-Pierre Marielle), começam a procurar pistas que parecem estar escondidas no famoso quadro “Monalisa”, de Leonardo Da Vinci.Eles descobrem que Saunière estava envolvido em uma misteriosa sociedade que poderia guardar a verdadeira história sobre Maria Madalena e o Santo Graal.
Por Anderson Daivis

quarta-feira, agosto 30, 2006

Entrevista

Um gênio da xilogravura

Xilogravuras são ilustrações populares obtidas por gravuras talhadas em madeira ou borracha, muito difundidas no Nordeste e sempre associadas à Literatura de Cordel, uma vez que a partir do final do século XIX passaram a ser utilizadas na produção das capas dos folhetos.A origem da xilogravura nordestina é desconhecida.Acredita-se que os missionários portugueses tenham ensinado sua técnica aos índios, como atividade extra-catequese, partindo do princípio religioso que defende a necessidade de ocupar as mãos para que a mente não fique sujeita aos maus pensamentos.Dentre os grandes nomes da xilogravura nordestina, temos Dila- José Soares da Silva.
Com uma incrível imaginação, Seu Dila, como é conhecido, consegue recriar passagens da história do cangaço e até nos leva a crer que Lampião ainda está vivo,morando no Rio de Janeiro. Sua casa, em Caruaru, transformou-se num ponto de atração turística da cidade.Uma escada de mão apertada dá acesso ao seu local de trabalho: UM primeiro andar minúsculo com imagens de santos, fotos de família e reportagens sobre a vida e o trabalho dele.Nesta entrevista, Seu Dila fala do trabalho com a xilogravura, de ter sido escolhido com uma das “Lendas Vivas de Pernambuco” e, claro, de Lampião.

Anderson Daivis
-Quando o senhor fez o seu primeiro trabalho com xilogravura?

Seu Dila-Na verdade eu não lembro do primeiro, mascomecei fazendo folhetos sobre o vangaço.Jà ouvi histórias que dizem que fiz uma xilogravura para ilustrar um folheto do poeta Francisco Sales Areda quando tinha sete anos, mas não é verdade.Erram até minha data de nascimento!Dizem que nasci em Surubim,Pernambuco, mas eu nasci em Pirauá, na Paraíba.


Anderson Daivis
-Porque o senhor veio para Caruaru?

Seu Dila-Em 1952,vim ajudar meu pai com o gado.Comecei a fazer e vender meus folhetos aqui e deu certo.Em 1963 comprei seis impressoras [duas a motor e quatro manuais]e coloquei anúncio no Jornal Vanguarda,dizendo que eu fazia xilogravura e carimbos.Até hoje imprimo os folhetos na impressora manual[ele vendeu as outra no final dos anos 60].

Anderson Daivis
-E quando surgiu a idéia de usar a borrach para fazer a xilogravura?

Seu Dila-Aqui em Caruaru é muito difícil encontrar a madeira [Iburana] que serve para o trabalho.Então tive a idéia de usar outro material. Fui numa loja dos Guararapes[bairro comercial de Caruaru] e encontrei placas de borracha que daria o mesmo efeito na impressão.O engraçado é que outros xilogravuristas tentam trabalhar com a borracha e não conseguem (risos)

Anderson Daivis
-Mas a técnica é a mesma?

Seu Dila-É, talho a borracha com uma lâmina.Só o nome que ficou conhecido com linogravura.

Anderson Daivis-Por que as aventura de Lampião são tão presentes em seus folhetos?

Seu Dila-Porque ele ainda está vivo.Mora no Rio de Janeiro há vinte anos.Ele teve onze imitadores,três deles cegos de um olho.Mas Lampião não é cego,é vesgo.E não é ruim, como todo mundo diz.Quando tinha doze anos se tornou capitão e depois é que virou cangaceiro.Ele é um justiceiro.

Anderson Daivis-O seu nome de batismo é José Soares da Silva.Por que há folhetos seus como “Dila Ferreira”, “Dila Soares” e até “Antônio Ferreira d’Padua Silva Dila”?

Seu Dila-Uma vez, um turista europeu pediu para ver meus folhetos.Não quis levar porque já tinha dois escritos por mim, e era o que estava acontecendo com os outros escritores.Eles [os escritores] deciciram narrar fatos cotidianos.Eu resolvi mudar o meu nome nos cordeis.As pessoas compravam pensando que eram de autores diferentes.

Anderson Daivis-Como o senhor se sente como uma das “Lendas Vivas De Pernambuco”?

Seu Dila-Eu não esperava ser escolhido,mas é bom.Esse dinheiro [uma pensão vitalícia de R$ 750]vai me ajudar a continuar a fazer os folhetos e pagar as dívidas. (risos)

Anderson Daivis-O senhor acha que a xilogravura e o cordel estão sendo valorizados atualmente em Caruaru?

Seu Dila-Não.Quem compra é apenas turista,estudante ou jornalista.Antigamente eu vendia maletas de folheto.Hoje ninguém vende muito.

Anderson Daivis-O senhor tem algum projeto atualmente?

Seu Dila- De vez em quando os colégios me chamam para ensinar a fazer xilogravura,mas projetos em sí,não.

Artigo

Melhorar é preciso

Nos últimos anos, o Agreste pernambucano tem demonstrado um expressivo desenvolvimento econômico.Investimentos como a instalação do Porto de Suape e a Refinaria da Petrobrás irão beneficiar a região com a geração de emprego e renda.
As entidades públicas e privadas de Caruaru, estão preparando a cidade para receber e explorar todas essas oportunidades de negócios.Mas é bom cuidar do que já temos.O Parque de Eventos Luiz Lua Gonzaga, por exemplo, é o principal pólo de animação do São João.Apenas no São João.Nos outros meses, há pequenos eventos, mas não existe preocupação com o espaço físico do local.Além de perder a oportunidade de atrair bons eventos para o local, o abandono resulta no aumento de assaltos.
Outra situação crítica é na Feira da Sulanca que, inclusive, será tombada como Patrimônio Imaterial da Humanidade.Entretanto, fazer compras na feira é quase sinônimo de ir à São Paulo durante ataque do PCC: confusão, bandidos com armas e até morte.
Se preocupar com o crescimento econômico da cidade vai além de atrair novos investimentos.è melhorar a infra-estrutura e se preocupar com os efeitos gerados pelo desenvolvimento.
Por Anderson Daivis

O ontem e o hoje da tv brasileira

Quando o empresário Assis Chateabriand, dono dos Diários e Emissoras Associadas, ampliou seu “império” criando a PRF – 3 Tv Difusora, a primeira tv brasileira, talvez não imaginasse o quanto esse veículo iria evoluir e modificar a sociedade.O que na época era apenas uma “nova modalidade de rádio”,como era anunciada, hoje é uma importante fonte de informação e entretenimento dos brasileiros. No início, a programação era baseada na experiência que os profissionais tinham em rádio.Foram inúmeros programas radiofônicos que passaram a ter um formato para tv.O jornalismo era deficiênte devido a falta de estrutura.Era difícil fazer boas reportagens, mas com a chegada do videotape,as matérias puderam ser gravadas e retransmitidas em outros lugares. Hoje,com as trasmissões via satélite, a notícia pode ser vista no mundo inteiro no momento em que acontece.O jornalismo se tornou dinâmico, ágil, mais objetivo.O avanço tecnológico resultou na melhoria do próprio conteúdo telejornalístico.A informação se tornou o principal atrativo da tv. Os programas de televisão dos anos 50 eram, basicamente, musicais, telejornais e telenovelas (na época, transmitidas ao vivo.Não havia preocupação com um conteúdo educativo.Mais tarde, houve várias tentativas de transmitir programas educativos,mas se deparavam com um obstáculo:a audiência.Até o final dos anos 50,haviam seis emissoras de tv no Brasil,por isso, programas “mais populares” ganhavam espaço.Hoje,os programas educativos são exibidos em horários em que a audiência é baixa (geralmente no início da manhã).Há canais com programação voltada para o conteúdo educativo como o Futura, das Organizações Globo e as tv’s públicas Cultura e Educativa. O entretenimento é um dos aspectos que mais chama a atenção do telespectador – novelas,shows, programas humorísticos e filmes fazem parte da tv desde a sua criação.O videotaipe, a tv em cores e outros fatores tecnológicos contribuiram para deixar os programas mais atrativos.E agora com a chegada do sistema digital e sua interatividade, a tendência é tornar cada telespectador um produtor, onde se escolherá da grade de programação até o ângulo da câmera em uma partida de futebol.