Estudantes de Jornalismo

Blog dedicado a estudantes e profissionais que atuam na área de jornalismo e que queira publicar seus trabalhos acadêmicos.

sexta-feira, setembro 29, 2006

Histórias de Caruaru


Projeto Caruaru,150 anos

A cidade de Caruaru completa 150 anos em 2007.Para comemorar os alunos de jornalismo da Favip estão elaborando um projeto para a criação de um livro com a história da cidade.Se você tem fotos,matérias,enfim,qualquer material que conte a história da nossa cidade envie para: andersondaivis@yahoo.com.br. O livro será lançado no dia 18 de maio,aniversário da cidade.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Artigo

De que moda estamos falando?

O Pernambuco Fashion, já tem no nome o seu fracasso, ora se estamos falando de moda, isso implica identidade cultural, a nossa relação com o evento devia ser de forma muito mais significativa, do que simplesmente a de reproduzir o que os eventos do sudeste-sul já fizeram, o que São Paulo já faz, o que a Europa já lançou, o que Milão já produziu, esse não deveria ser o foco. Todas as vitrines estão organizadas no mesmo padrão, as modelos são as mesmas, os modelos também, será que esse tipo de moda que estamos produzindo respeita e valoriza a individualidade, será que a cópia é a nossa criatividade maior? Não tivemos um estilista dando palestra, não vimos os alunos das faculdades do interior relacionadas a moda em estandes e palestras, não vimos o trabalho das rendeiras que produzem aqui e mandam pra Europa, não vimos se quer os voluntários ao curso de Identidade Cultural e Moda, oferecido pela Fundação Joaquim Nabuco as cidades-chaves como Santa Cruz, Toritama e Caruaru, esse tipo de evento deve revelar as possibilidades de fazer um evento a partir de uma identidade nossa, deve revelar para que veio o Centro Tecnólogico de Moda trazido para a cidade de Caruaru. Alguém sabe o que é feito lá e para que é feito, atualmente os alunos da UPE, cursam sistema da informação enquanto o prédio definitivo fica pronto, e depois disso as salas são alugadas pra cediar eventos, as salas são simplesmente pra isso, apesar de ser um espaço de financiamento público.

Por Brena Vila Nova.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Religião

Maiorais da fé
Caruaru ganha nova sede da Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias

Depois de nove meses em construção surgiu uma das obras arquitetônicas mais monumentais que Caruaru já viu : A nova sede da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, no Bairro do Vassoural. Ela tem quadra esportiva, quatro andares, garagem própria, dois elevadores e biblioteca.
Quando perguntamos o valor total da construção, tanto a empresa responsável pela obra quanto a igreja desconversaram, mas afirmam que os custos foram bancados pelos próprios fiéis. Em fase de expansão, está quase concluído o templo de Curitiba, e as próximas cidades scomo Salvador e Brasília. Segundo a empresa responsável pela obra, o projeto arquitetônico de Caruaru se repetirá nas construções seguintes.
Sem previsão ainda para a inauguração, o templo já causa comentários na vizinhança“não vejo a hora dela inaugurar, quero vê–la por dentro”comenta Patrícia Valeria moradora do bairro.
A igreja tem dogmas polêmicos como o preceito de não utilizar qualquer medicamento, pois se trata de droga e mesmo legal ainda é impura; Não devem também consumir café ou chá pois são considerados igualmente impuros.
Mas muita gente ainda se pergunta quem são os Mórmons? São jovens que andam sempre em dupla cuidadosamente vestidos, pregando em países diferentes. Na verdade, uma das regras da igreja é que só devem entrar no templo pessoas trajando roupa de ‘domingo’.
Os pais dos jovens são responsáveis pelo custeio das despesas, a igreja se isenta de qualquer responsabilidade financeira em relação aos seus ‘divulgadores’, ela alega que além de conhecer outros lugares ainda aprenderão outra língua e claro, trarão mais e mais fiéis generosos para a causa.
A aparente rigidez da igreja esconde uma proliferação dos
mórmons por todo o país, numa prova de que a fé ainda é utilizada de maneira persuasiva através, no caso, da aparência dos seus templos e da autodenominação de serem os verdadeiros representantes de Deus.

Por Daniela Araújo

Polêmica


Modelos de passarela muito magras estão com seus dias contados.

Organizadores de um desfile em Madri na Espanha, vetaram a entrada de modelos muito magras na passarela. A providência foi tomada porque a maioria das modelos estavam com o IMC ( Índice de Massa Corporal) abaixo de 18. Segundo os agentes de moda da Espanha essa atitude foi tomada porque o padrão que as agências estão exigindo das modelos de passarela é muito rígido, fazendo com que várias meninas comessem a fazer regimes loucos sem orientação médica, chegando até a passar fome por livre e espontânea vontade.
As agências de modelo de todo o mundo entraram em discussão sobre este assunto e algumas já disseram que irão começar a definir um novo padrão de medidas para modelos de passarela.
As opiniões são divergentes, pois algumas modelos acham que seriam uma ótima idéia redefinir um novo padrão para elas, porque assim elas não ficariam com tanto medo da balança fariam menos regimes. Porém outras afirmam que existe outro fator importante como o biótipo de cada modelo, algumas pessoas conseguem ser extremamente magras sem precisar fazer regimes por ter um metabolismo muito rápido e conseguirem comer o necessário sem engordar.
A medida tomada pelos organizadores do desfile em Madri também traz considerações não só sobre o IMC das modelos, mas o fato de se ter uma ditadura da beleza que faz com que muitas meninas em sua maioria adolescentes passarem a ter distúrbios alimentares e começarem a sofrer de doenças como a anorexia, bulimia, osteoporose chegando até a depressão.
Até agora não há nenhuma medida oficial, porém as discussões se encontram em pauta e recebendo opiniões de diversos profissionais tanto da moda como da medicina.

Por Carina Franco

quarta-feira, setembro 20, 2006

Moda,conhecimento e negócios


Empreendimento gera emprego e renda
Expectativa dos organizadores é dobrar o número de negócios

Começa nesta quarta-feira,dia 20, a segunda edição do Pernambuco Fashion e Rodada de Negócios.O empreendimento já é um forte gerador de emprego,renda e negócios na região do Pólo de Confecções do Agreste,composto por Caruaru,Toritama,Santa Cruz do Capibaribe e Surubim.
Atualmente,o Pólo de Confécções emprega cerca de 80 mil pessoas e corresponde a 75% do Produto Interno Bruto(PIB). De acordo com dados coletados pela equipe do Jornal Extra de Pernambuco,o município de Toritama,por exemplo, detém 15% de toda a produção de jeans, ficando atrás apenas da região do Brás, em São Paulo.
A expectativa dos organizadores é dobrar o número de vendas,em relação ao ano passado,que foi de R$2,5 milhões.Desta vez, o evento deve reunir cerca de 100 fornecedores, de 13 municípios de Pernambuco,além de mais de 300 compradores de diversos estados do país.
Conhecimento-Além da Rodada de Negócios, oPernambuco Fashion oferece um espaço dedicado ao conhecimento.Em parceria com as três faculdades particulares de Caruaru - Asces,Fafica e Favip - os alunos e o público em geral terão a oportunidade de assistir palestras voltadas para as áreas de jornalismo, publicidade e propaganda,turismo, arquitetura, administração, engenharia, direito e marketing.
Entretenimento-A partir das 22h00,o espaço é dedicado aos shows de Assum Preto e banda, Capim Cubano e a Banda Nós 4.A entrada é franca.
Por Anderson Daivis

CORREIO ELETRÔNICO



O novo jornal da Favip,In-Forma,está com um espaço dedicado aos alunos.Se trata do Correio-eletrônico.Se você está interessado(a) em mandar um recado para um colega,amigo ou "aquela" pessoa, escreva para aen@favip.edu.br .Aguardamos seu e-mail.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Artigo

Os Bandeirinhas


Em tempos de política vemos a "guerra da contradição", todos vão as urnas, com a esperança de que alguma coisa vai mudar, de que os políticos vão ser politicamente corretos com medo de "supostas punições" contra corruptos e indivíduos nada éticos, se bem que ética em valores maiores só pode ser Danubiana. Espelho, espelho meu, existe alguém mais ético do que eu? Claro que não meu caro, você conhece as leis e toda sua burocrácia, toda a parcela do povo sustenta seu poder absoluto, toda a parcela do povo sabe os rumores que correm pelos corredores das câmaras e do senado; contra todos os Danúbios e Sivirinos; lá vamos nós caçar o mandato. Estamos nas ruas apoiando a política, estamos erguendo os números, ouvindo hinos, clamores quase que sagrados, como numa missa sem santos, nem padres, afinal a palavra é o utensílio da farsa, os atores são todos que se dizem inocentes, como quem não vai contra a corrente, como quem roda no mesmo lugar. O povo está no mesmo lugar e Vargas está no lugar de sempre como um popular, como um cidadão brasileiro, e o tribunal eleitoral ainda pede: não votem nulo, exerçam o papel de cidadão, mas de que cidadania estamos falando, dos bandeirinhas de esquina, que ganham 350,00 reais pra que possamos ver a propaganda, o comércio político, o anúncio de que um país melhor vem aí com TP, HCF, SPC, CPMF, partidos pelos operários, pelos trabalhadores, pela pena de morte, pela censura, pela sociedade, já chega a época que até mesmo a política é um mito.
O apelo vai aos iluministas, aqueles que conseguem ver a luz no fim do túnel, que conseguem votar nulo diante de tanta festa entre bárbaros, diante do opúsculo democrático que incentiva os brasileiros a uma prostituição constante, o voto nulo é uma maneira de não ceder, de não vender o pouco que resta, de lutar por uma autogestão não demolidora dos direitos humanos.

Por Brena Daniela

CULTURA

A Volta do Moleque da Rua Preta
Novo cd de Valdir Santos traz estilo MPB-Zen

O músico caruaruense Valdir Santos está com novo trabalho.O cd, intitulado "Outra Via" será lançado no próximo dia 21, no Tetro João Lyra Filho,em Caruaru.
A novidade deste álbum está na mudança de estilo que, até então, era sua marca:o coco e o forró foram substituídos pelo MPB-Zen,em doze composições inéditas com parceria dos poétas Demóstenes Félix e Djair Roberto e dos cantores Azulão, Valmir Silva, Almério e Humberto Boni.
Outra curiosidade é a mistura de sons.Foram utilizados flauta,violino, acordeon e instrumentos de percussão como o Caiambe( africano) e a Darbuca(arabe).Além de poemas recitados.
O show tem direção do teatrólogo Gabriel Sá e irá acontecer nos dias 21,22,28 e 29 de setembro.

quarta-feira, setembro 13, 2006

"Harry Potter" sem vergonha

Daniel Radcliffe,o protagonista da série Harry Potter enfrenta um novo desafio em sua carreira.Em"Equus",Radcliffe fará o papel de Alan Strang, um cavaleiro que é observado por um psiquiatra após cegar seis cavalos com um espeto de metal. Na peça, da autoria de Peter Shaffer, o papel exige que o ator monte nu sobre o seu cavalo.
- Essa é uma peça extraordinária e, sim, há uma cena de nudez nela, mas a peça não se trata disso - disse a agente de Radcliffe, Vanessa Davies. - Ele acabará de filmar 'Harry Potter e a Ordem da Fênix' em outubro ou novembro, e os ensaios começarão em janeiro - acrescentou ela.A peça deve estrear em março de 2007. "Harry Potter e a Ordem da Fênix" é o quinto livro de J.K. Rowling que será transformado em filme.
Há dúvidas se Radcliffe poderá continuar interpretando o feiticeiro-mirim até o fim da série. Rowling está agora escrevendo o sétimo e último volume da série extremamente bem-sucedida. Os quatro primeiros filmes de Harry Potter acumularam cerca de US$ 3,5 bilhões nas bilheterias do mundo todo.
Por Anderson Daivis

terça-feira, setembro 12, 2006

Hesbollatz brasileiro

Chegamos ao (crash) social, o vínculo de diferentes relações socias, como advogados, operários, ex-presidiários, políticos, e presidiários se misturam na cúpula de "justiça social", em busca de uma humanidade, que desde os suplícios é inexistente, não sabendo que a constituição já prega leis que devem ser cumpridas por todos, ou será que a própria constituição já virou inconstitucional, no Brasil um país de todos. O terrorismo excita os vínculos e as alternativas de poder, as relações com a alma e o corpo ultrapssam a ortopedia moral, já proposta pelas conjecturas de Foucault, sendo agora o espetáculo uma espécie de bang-bang, com chacinas de crianças libanesas, ou de agentes carcerários, policiais civis e ministério da justiça. E em busca da prova que nos garanta inocência, chegamos ao veredito de que no fim todos estamos na guilhotina, prontos a sermos decepados depois, por juízes desajuizados, tornando tudo muito mais irônico do que já é. Não adianta muito mobilizar o exército brasileiro, com seu orgulho militar dos anos setenta, como se a violência desde seu vínculo doméstico pudesse ser reprimida, porque não pode. A violência é um hábitat que não sai da sociedade, porque a mesma é feita de uma modalidade cultural que visa a honra, a vitória de uma revolução alegórica, onde o derramamento de sangue acontece em nome da soberania. O que somos? Somos brasileiros. O que somos? Somos americanos.
Não adianta Lembo vir com suas conclusões infames justificar que precisamos agir contra a criminalidade, contra os marginais, não adianta Fernando Henrique, o Luis XV dizer que, "não podemos negociar com marginais", depois dele mesmo ter negociado, nossas empresas com países estrangeiros. Adianta sim darmos um Olé a nova juventude brasileira, que se corrompe num sistema de desigualdades inerentes a concorrência de conseguir ter uma vida, uma vida se quer, não uma qualquer, em sela de cadeia, onde não se poderá ter nada mais nada menos que o corpo privatizado. Na verdade a mente, a mente é a mesma. Nesse caso não há punição, nem aprendizagem, e precisamos garantir que a farsa continue, que a pena de morte aconteça, e depois se estivermos enganados? Que Freud renasça e explique.


Por Brena Daniela

sexta-feira, setembro 08, 2006

Blog jornalístico

Há muito é discutido se o blog é ou não uma ferramenta jornalística.Nesta altura do campeonato,acho que debater é perda de tempo.Quando se pensa que há inúmeros blogs que tratam sobre política,economia,fatos e atualidades,não tem como negar a sua força.Acho até que o blog ajuda a 'revitalizar' a área do jornalismo on-line:Todos tem a oportunidade de interagir com o que se é publicado.Quer coisa mais satisfatória para um jornalista?
Em seu mestrado pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, o jornalista Artur Araújo fez uma comparação entre os blogs do Observatório da Imprensa e o No mínimo Weblog.Ele constatou que a união entre blog e o jornalismo é mais que possível:é natural.
"O formato do blog jámostra seu potencial como recurso de imprensa.Por ser identificado co 'página de internet com textos dispostos numa ordem cronológica que vai do mais recente para o mais antigo', permite colocar o texto de acordo com uma das características do jornalismo: a atualidade."
Um blog com esse potencial não faz papel de jornal, mas funciona como uma parte dele."lembra uma coluna de jornal quando é concebido jornalisticamente, com textos que refletem a opinião ou tratam de temáticas demarcadas",diz o pesquisador. "muitas vezes, lembra também o formato de digesto,publicação que existia antes mesmo do jornalismo e que se resume notícias de vários meios",complementa.
Os mais conservadores não aceitam que os blogs possam aprimorar o fazer jornalístico.Mais que um seguimento do jornalismo on-line, os blogs ,hoje em dia, já são um dos principais meios de comunicação do mundo.Será que ainda é preciso que se prove?

quarta-feira, setembro 06, 2006

CONVITE

Se você estiver interessado(a) em publicar o seu material neste blog, envie-o para andersondaivis@yahoo.com.br.

Artigo

Eu produto, eu robô

Com a difusão global do processo capitalista, as empresas visam o lucro e o processo de venda de um produto ou serviço está sempre agregado a uma necessidade muitas vezes, mais criada, do que necessária. Um dos responsáveis por essa difusão desajustada e aparentemente necessária é o marketing, onde tudo que está em jogo é um produto. A estratégia não é simples, em sua conjuntura há toda uma combinação de forças que unem cores, estilos e diferenças que quando padronizadas geram a mesma atitude.O fato de usar uma "calça pescador" não foi uma idéia minha, foi uma estratégia de marketing. Padronizar e gerar a mesma atitude será mesmo a valorização da diferença, da identidade? Agora as roupas falam grego. E amanhã o que será o novo?
O capitalismo como desordem nesse organismo já tão doente e desgastado é o condutor volátil de tendências que vem e vão, que usam espectros em favor de uma humanidade consumista e mórbida. Quem não gostaria de dá adeus a seis milhões de figurantes e ser um Sartre, alguém real, como a realidade está além dela própria.
Tem gente gritando, tem gente comprando uma espécie de coisa, de coisificação. Não sei quantos são os casos. E não existe um (porque), sem a percepção dos fatos. E essa não é uma visão, porque ver alguém ou alguma coisa é um mistério muito particular. Alguém deve um dia contar a história dessa massa, dessa massificação popular, que o tempo todo está em off, com um anúncio estampado: vende-se. Aquela senhora chamada Pagu, subiria indignada no palanque com a fama de porra-louca e eu ficaria aqui calado, calada. Afinal, isso é a conformidade, é a atitude mais prática.
O vício é procurar novas drogas de aluguel e seguir admitindo. Aqui, bem no meio da nossa feira, tem um banco que vende prostitutas a um real, tem mendigo deitado na porta da igreja, esperando bondade; aquela mesma caridade para com os pobres, os filhos de Deus. Isso deve ser parte da ordem progressista positiva, então vamos as compras, pois essa é a mobilidade e quem não pode comprar fica fora disso.
Foucault nos diz que, "se a sociedade soubesse que é ingênua, ela não seria ingênua", então somos todos um bando de idiotas e nem sabemos que somos e dessa forma a conformidade se repete. Para nada há solução, num mundo que pode ser mais mudável que imudável, na sua condição de ser.

Por Brena Daniela

Artigo

Política 0x0
A bolsa de valores cai. Não, não é a crise de 1929.Ali a bolsa explodiu, com um grito social fervoroso,tivemos filas e mais filas de esfomeados. Sem emprego,sem comida, vivemos todos um verdadeiro Holocausto.Agora é século XXI, o dólar sobe,o dólar desce, o eurocresce. O feijão agora custa R$ 2,30, amanhã já estãopensando em R$ 3,30. O sálario aumenta 0,000000001%,as vagas de emprego cessam. Aqueles que procuram oprimeiro emprego,vão ao SINE,esperam mais ou menosquatro horas na fila e quando finalmente chegam, adecepção: não há vagas no momento, ou não há vagaspara aqueles sem experiência e qualificação. Esse deveser os resultados do programa primeiro emprego, outalvez só haja espaço para os novos profissionais: osestagiários, os que obviamente fazem parte da políticade corte de custos.Se todos os brasileiros soubessem que são herdeiros deR$ 3.200.000.000.000, correriam todos para Brasília,para exigir de Lula ou do planalto a herança dedireito. Esqueceríamos a ilusão do carnaval, a copa, asemana santa, a ordem e progresso e iríamos atráz dadivisão. Vejamos: R$ 3.200.000.000.000 dividido por245 dias, isso foi a CPI dos Correios. Resultado dessadivisão? Zero. E nós estamos em festa...Viva o pão e o circo, viva os xoxoteiros, asatoladinhas, viva ao show dos camargos, das sangalos,viva! Danem-se os abutres infantis, dane-se o futuro,porque tudo desde Marx tem sido utópico mesmo. Estátudo perfeito, meninos e meninas se prostituindo, sedrogando em plena praça pública,senhoras e senhores idosos percorrendo quilômetros a pé, para receberalgumas cédulas no banco e o melhor é que eles e elasnão tem noção do que é cem ou do que é cinqüenta, épreciso que todos "os políticos" desçam e venhamcontar para as senhoras e os senhores quanto valem ascédulas que pagam anos de trabalho. Haverá coisa maisperfeita do que a hipocrisia política? De qualquerforma somos todos políticos e sinceramente, gostariaque isso não terminasse assim, mas o que podemosfazer, se já nascemos pobres, se nos alimentaram, nosacariciaram, nos aliciaram e nos acostumaram. É umapena que a democracia, ou mesmo Chaplin não seja maisrápido que Hitler.
Por Brena Daniela

Projeto de pesquisa

Seminário :
Tema: A História da Fotografia

Artigo Sugerido:

"Através da imagem: Fotografia e História Interfaces"

Por ANA MARIA MAUAD, historiadora; professora adjunta do Departamento de História da UFF/ Universidade Federal Fluminense e pesquisadora do laboratório de História oral e Imagem.

* Qual a relação entre história e fotografia?
* Será a história puramente a duração e a fotografia seu registro?
* Qual o lugar da fotografia na história ?

-Sua evolução técnica/ Inserção social

-Circuito social da fotografia

-Em 1830 o engenho da técnica e da oportunidade / Niépce e Daguerre

-Mágia ou técnica?

- O papel da arte eclipsado pela fotografia / arte naturalista

- Um duplo da realidade, um espelho, cuja magia estava em perenizar a imagem que refletia.

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Para muitos artístas e intelectuais, dentre eles o poeta francês Baudelaire, a fotografia libertou a arte da necessidade de ser uma cópia fiel do real, garantindo para ela um novo espaço de criatividade.
Baudelaire, expõe, nesta passagem de seu artigo " O público moderno e a fotografia", qual era para ele, o verdadeiro lugar da fotografia dentre as formas de expressão visual de meados do século XlX.

" Se é permitido á fotografia completar a arte em algumas de suas funções, cedo a terá suplantado ou simplesmente corrompido, graças à aliança natural que achará na estupidez da multidão.É necessário que se encaminhe pelo seu verdadeiro dever, que é ser serva das ciências e das artes, mas a mais humilde das servas ( ... )
Que ela enriqueça rapidamente o álbum do viajante e dê aos olhos a precisão que faltaria à sua memória, que orne a biblioteca do naturalista, exagere os animais microscópicos, fortifique mesmo alguns ensinamentos e hipóteses do astrônomo; que seja enfim a secretária e bloco-notas de alguém que na sua profissão tem necessidade duma absoluta exatidão material..."

"Apenas num clic"

Considerar a imagem como um fato, ou como uma impressão de cores, como imagem /monumento ou imagem /documento é muito menos do que a produção sígnica imposta na fotografia, no ato de fotografar, de ter a menção de uma interpretação que não surge a partir de códigos, mas de uma expressão e de um contéudo, onde a imgagem não fala por si só e para que ela fale é preciso que se faça perguntas sobre ela, como já dizia Kant. E essas perguntas vão surgir a partir de um sentido coletivo, entre o autor e o meio que ele o ( fotográfo ) está inserido, construindo uma semântica da imagem, e não apenas um registro, um símbolo sem a importância real do que seria esse circuito social da fotografia, onde a inserção de ter a imagem num "clic"; nas mãos; não pudesse ser apenas uma invenção imagética, ou talvez como nos seus primeiros passos uma espécie de mágia, de ilusão da realidade, de um duplo da realidade. Seria então sua característica uma espécie de resíduo do real, de uma realidade sensível impressa na imagem fotográfica? Os estruturalistas diriam que a fotografia não passa de uma técnica feita de cores que não representa em nada a realidade, na verdade ela apenas rouba a imagem da realidade sem se tornar real, porque ela não tem tato, nem cheiro...não há mensagem alguma na fotografia segundo os estruturalistas. Já Ana Maria Mauad analisaria de um ponto de vista diferente: "A fotografia lança ao historiador um desafio: como chegar ao que não foi imediatamente revelado pelo olhar fotográfico? Como ultrapassar a superfície da mensagem fotográfica, e de modo que Alice como nos seus espelhos, possa ver através da imagem? Segundo Mauad, o objeto e a interpretação fotográfica interpõe-se a uma série de ações convencionalizadas, tanto cultural como historicamente. Um modo de vida de uma determinada época, a infraestrutura de uma sociedade, moda, política, um patrimônio cultural de uma sociedade que ao ser registrada e significada não se apaga no tempo, apenas passa...

Jacques Le Goff supõe:


IMAGEM / DOCUMENTO

Aqui teremos uma materialidade passada, aspectos do passado...

IMAGEM / MONUMENTO

Um símbolo de um patrimônio que para aquela sociedade deveria ser representado exatamente como está num futuro próximo.

Contudo, chego a outras perguntas para análise: Nesse circuito social todos nós somos fotógrafos significativos ou empíricos, na inocência dessa imagem ?
Qualquer pessoa hoje está ao alcançe de um clic, mas o que se quer fazer é apenas um registro de momentos que ficarão guardados em nossas lembranças, que talvez não consigam ter um sentido coletivo pra outros que não aqueles envolvidos naquela imagem, então se meu ato de fotografar é um ato de apenas ser exatamente a imagem daquilo que quero guardar, isso não seria exatamente uma fotografia, mas uma citação fotográfica particular.

A fotografia é agora um circuito social digital?

Alguns fotógrafos se posicionam dizendo que não é justo eliminar a fabricação das máquinas convencionais, em nome de uma evolução digital que para eles não é ruim, mas que também não siginifica de fato fotografia.

Por fim,....
Seja lá o que vamos conseguir pela imagem e para a interpretação, elas sempre nos representarão alguma coisa, algum sentimento, alguma reação....

Por Brena Vila Nova.

Artigo

Só de sacanagem


Há cerca de três meses, a Polícia Federal investigava o túnel usado no roubo ao Banco Central de Fortaleza, quando encontraram um cartão de celular pré-pago. O telefone foi identificado e monitorado, levando a polícia até o grupo.
Na última sexta-feira, dia 1º, a Operação Toupeira da Polícia Federal prendeu a quadrilha.No total foram 38 pessoas em oito estados: 26 em Porto Alegre, sete em São Paulo, quatro em Alagoas e uma no Piauí.Um dos presos em Porto Alegre, Carlos Antônio da Silva,o “Balengo”, é um dos chefes da quadrilha e suspeito de ter participado do seqüestro do jornalista Guilherme Portanova,da Rede Globo, no mês passado.E quem estava por trás disso tudo?O nosso já “velho conhecido” PCC – Primeiro Comando da Capital.
Em época de eleições, surgem as mais diversas siglas partidárias.Não me surpreenderia,um dia, ver “PCC” no meio delas- apoio político sabemos que já tem.Falta apenas formar a coligação.Dá pra imaginar o Marcola fazendo promessas no horário eleitoral?Claro que dá!Não seria muito diferente de alguns políticos de agora.Num país onde mensaleiros e sanguessugas têm o direito de concorrer a cargos públicos, onde democracia é sinônimo de “voto obrigatório” e ver o PCC se tornando poder paraleo em São Paulo é fácil. O duro é ter que ouvir no comercial do TSE frases do como “exerça o seu direito” ou “o Brasil está nas suas mãos”. Só de sacanagem.
Por Anderson Daivis

O que é fotojornalismo

Não sei exatamente se pode haver uma definição para o que é fotojornalismo, acredito que deve haver níveis de interpretação, essa mistura de fotografia com jornalismo tem um modo de ser muito diverso e implícito, a linguagem parece ser algo que se completa de acordo com a visão que se tem da notícia, e essa compete a uma generalidade de temas que o jornalista precisa transmitir, na intenção de contar uma história no momento em que acontece. Encontrar na realidade um fato inusitado e transmitir com naturalidade é ter a percepção do momento decisivo, é contextualizar os textos possíveis para que o público consiga relacionar os fatos e fazer uma leitura concreta de como aquela notícia significa. Usar a palavra, considerando aqui ( fotografia/texto ) como ordem de sucessão no âmbito da notícia é enfrentar os mitos da objetividade e conseguir percorrer uma linha democrática mostrando "os dois lados da moeda" de forma que a imagem da informação tenha um compromisso com o fato, não com uma linha partidária, ou camuflada. Não se pode brincar com a cena da notícia, não há nada de subjetivo, o que se tem é verídico e o compromisso é que apareça assim, o inusitado não seria uma decisão nossa enquanto jornalistas reprodutores da informação, mas a singularidade, algo curioso, que aparentemente não estava ali e o/a jornalista consegue ter a percepção disso com o elemento essencial que é a crítica. Agora, não a crítica no sentido pejorativo, falo da dinâmica dos fatos, de ter essa perspectiva, de pesnar a realidade que se demosntra de forma dialógica e não de forma claramente pronta e acabada. O fato, a notícia em si possui suas versões e o fotojornalismo precisa dar o espaço que a notícia pede e merece ter, afinal é toda uma conjuntura que se tem sobre o domínio da palavra que vai influenciar a opinião pública. A leitura que se edita ou se consegue é aquilo que o/a jornalista conseguiu ver e essa de fato é uma profissão de riscos, porque aquilo que eu decido não mostrar talvez seja o que o público precise ver e caimos na armadilha, daquilo que tanto lutamos contra: a censura.
As dimensões que se têm dado ao fotojornalismo hoje, analisando jornais impressos no Brasil, é de uma audácia apelativa sem escolhas, porque eu enquanto leitora, acordo de manhã, e vou ver o jornal, de repente o jornal me dá "Bom dia" com a foto da capa: "Travesti é esquartejado no bairro do Recife"e lá estão as fotos fidelíssimas as cenas. E fica a pergunta no ar...Informação ou apelação? O jornalista Walter Gois com a jornalista Ana Arruda Calado em debate no Observatório da Imprenssa, estavam comentando sobre o tipo de persuação que se está construindo sobre a imagem do fato, sobre a imagem da crítica, e a fonte aí analisada, foi a Revista Veja que lançou na capa, o Presidente Lula com um "pé na bunda", e os dois jornalistas questionavam, que em troca de interesses óbvios "os jornalistas" estavam perdendo a civilidade e por sua vez a revista perdia credibilidade. Então concluo que o fotojornalismo não pode ser tendencioso, e se aliar a interesses meramente comerciais pode parecer algo lucrativo no início, depois vira algo desastroso, porque no meio do caminho não se consegue mais fazer nem foto, nem jornalismo.


Por Brena Daniela Vila Nova Magalhães.