Estudantes de Jornalismo

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quarta-feira, setembro 06, 2006

Projeto de pesquisa

Seminário :
Tema: A História da Fotografia

Artigo Sugerido:

"Através da imagem: Fotografia e História Interfaces"

Por ANA MARIA MAUAD, historiadora; professora adjunta do Departamento de História da UFF/ Universidade Federal Fluminense e pesquisadora do laboratório de História oral e Imagem.

* Qual a relação entre história e fotografia?
* Será a história puramente a duração e a fotografia seu registro?
* Qual o lugar da fotografia na história ?

-Sua evolução técnica/ Inserção social

-Circuito social da fotografia

-Em 1830 o engenho da técnica e da oportunidade / Niépce e Daguerre

-Mágia ou técnica?

- O papel da arte eclipsado pela fotografia / arte naturalista

- Um duplo da realidade, um espelho, cuja magia estava em perenizar a imagem que refletia.

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Para muitos artístas e intelectuais, dentre eles o poeta francês Baudelaire, a fotografia libertou a arte da necessidade de ser uma cópia fiel do real, garantindo para ela um novo espaço de criatividade.
Baudelaire, expõe, nesta passagem de seu artigo " O público moderno e a fotografia", qual era para ele, o verdadeiro lugar da fotografia dentre as formas de expressão visual de meados do século XlX.

" Se é permitido á fotografia completar a arte em algumas de suas funções, cedo a terá suplantado ou simplesmente corrompido, graças à aliança natural que achará na estupidez da multidão.É necessário que se encaminhe pelo seu verdadeiro dever, que é ser serva das ciências e das artes, mas a mais humilde das servas ( ... )
Que ela enriqueça rapidamente o álbum do viajante e dê aos olhos a precisão que faltaria à sua memória, que orne a biblioteca do naturalista, exagere os animais microscópicos, fortifique mesmo alguns ensinamentos e hipóteses do astrônomo; que seja enfim a secretária e bloco-notas de alguém que na sua profissão tem necessidade duma absoluta exatidão material..."

"Apenas num clic"

Considerar a imagem como um fato, ou como uma impressão de cores, como imagem /monumento ou imagem /documento é muito menos do que a produção sígnica imposta na fotografia, no ato de fotografar, de ter a menção de uma interpretação que não surge a partir de códigos, mas de uma expressão e de um contéudo, onde a imgagem não fala por si só e para que ela fale é preciso que se faça perguntas sobre ela, como já dizia Kant. E essas perguntas vão surgir a partir de um sentido coletivo, entre o autor e o meio que ele o ( fotográfo ) está inserido, construindo uma semântica da imagem, e não apenas um registro, um símbolo sem a importância real do que seria esse circuito social da fotografia, onde a inserção de ter a imagem num "clic"; nas mãos; não pudesse ser apenas uma invenção imagética, ou talvez como nos seus primeiros passos uma espécie de mágia, de ilusão da realidade, de um duplo da realidade. Seria então sua característica uma espécie de resíduo do real, de uma realidade sensível impressa na imagem fotográfica? Os estruturalistas diriam que a fotografia não passa de uma técnica feita de cores que não representa em nada a realidade, na verdade ela apenas rouba a imagem da realidade sem se tornar real, porque ela não tem tato, nem cheiro...não há mensagem alguma na fotografia segundo os estruturalistas. Já Ana Maria Mauad analisaria de um ponto de vista diferente: "A fotografia lança ao historiador um desafio: como chegar ao que não foi imediatamente revelado pelo olhar fotográfico? Como ultrapassar a superfície da mensagem fotográfica, e de modo que Alice como nos seus espelhos, possa ver através da imagem? Segundo Mauad, o objeto e a interpretação fotográfica interpõe-se a uma série de ações convencionalizadas, tanto cultural como historicamente. Um modo de vida de uma determinada época, a infraestrutura de uma sociedade, moda, política, um patrimônio cultural de uma sociedade que ao ser registrada e significada não se apaga no tempo, apenas passa...

Jacques Le Goff supõe:


IMAGEM / DOCUMENTO

Aqui teremos uma materialidade passada, aspectos do passado...

IMAGEM / MONUMENTO

Um símbolo de um patrimônio que para aquela sociedade deveria ser representado exatamente como está num futuro próximo.

Contudo, chego a outras perguntas para análise: Nesse circuito social todos nós somos fotógrafos significativos ou empíricos, na inocência dessa imagem ?
Qualquer pessoa hoje está ao alcançe de um clic, mas o que se quer fazer é apenas um registro de momentos que ficarão guardados em nossas lembranças, que talvez não consigam ter um sentido coletivo pra outros que não aqueles envolvidos naquela imagem, então se meu ato de fotografar é um ato de apenas ser exatamente a imagem daquilo que quero guardar, isso não seria exatamente uma fotografia, mas uma citação fotográfica particular.

A fotografia é agora um circuito social digital?

Alguns fotógrafos se posicionam dizendo que não é justo eliminar a fabricação das máquinas convencionais, em nome de uma evolução digital que para eles não é ruim, mas que também não siginifica de fato fotografia.

Por fim,....
Seja lá o que vamos conseguir pela imagem e para a interpretação, elas sempre nos representarão alguma coisa, algum sentimento, alguma reação....

Por Brena Vila Nova.