Estudantes de Jornalismo

Blog dedicado a estudantes e profissionais que atuam na área de jornalismo e que queira publicar seus trabalhos acadêmicos.

terça-feira, setembro 12, 2006

Hesbollatz brasileiro

Chegamos ao (crash) social, o vínculo de diferentes relações socias, como advogados, operários, ex-presidiários, políticos, e presidiários se misturam na cúpula de "justiça social", em busca de uma humanidade, que desde os suplícios é inexistente, não sabendo que a constituição já prega leis que devem ser cumpridas por todos, ou será que a própria constituição já virou inconstitucional, no Brasil um país de todos. O terrorismo excita os vínculos e as alternativas de poder, as relações com a alma e o corpo ultrapssam a ortopedia moral, já proposta pelas conjecturas de Foucault, sendo agora o espetáculo uma espécie de bang-bang, com chacinas de crianças libanesas, ou de agentes carcerários, policiais civis e ministério da justiça. E em busca da prova que nos garanta inocência, chegamos ao veredito de que no fim todos estamos na guilhotina, prontos a sermos decepados depois, por juízes desajuizados, tornando tudo muito mais irônico do que já é. Não adianta muito mobilizar o exército brasileiro, com seu orgulho militar dos anos setenta, como se a violência desde seu vínculo doméstico pudesse ser reprimida, porque não pode. A violência é um hábitat que não sai da sociedade, porque a mesma é feita de uma modalidade cultural que visa a honra, a vitória de uma revolução alegórica, onde o derramamento de sangue acontece em nome da soberania. O que somos? Somos brasileiros. O que somos? Somos americanos.
Não adianta Lembo vir com suas conclusões infames justificar que precisamos agir contra a criminalidade, contra os marginais, não adianta Fernando Henrique, o Luis XV dizer que, "não podemos negociar com marginais", depois dele mesmo ter negociado, nossas empresas com países estrangeiros. Adianta sim darmos um Olé a nova juventude brasileira, que se corrompe num sistema de desigualdades inerentes a concorrência de conseguir ter uma vida, uma vida se quer, não uma qualquer, em sela de cadeia, onde não se poderá ter nada mais nada menos que o corpo privatizado. Na verdade a mente, a mente é a mesma. Nesse caso não há punição, nem aprendizagem, e precisamos garantir que a farsa continue, que a pena de morte aconteça, e depois se estivermos enganados? Que Freud renasça e explique.


Por Brena Daniela