Estudantes de Jornalismo

Blog dedicado a estudantes e profissionais que atuam na área de jornalismo e que queira publicar seus trabalhos acadêmicos.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Artigo

Os Bandeirinhas


Em tempos de política vemos a "guerra da contradição", todos vão as urnas, com a esperança de que alguma coisa vai mudar, de que os políticos vão ser politicamente corretos com medo de "supostas punições" contra corruptos e indivíduos nada éticos, se bem que ética em valores maiores só pode ser Danubiana. Espelho, espelho meu, existe alguém mais ético do que eu? Claro que não meu caro, você conhece as leis e toda sua burocrácia, toda a parcela do povo sustenta seu poder absoluto, toda a parcela do povo sabe os rumores que correm pelos corredores das câmaras e do senado; contra todos os Danúbios e Sivirinos; lá vamos nós caçar o mandato. Estamos nas ruas apoiando a política, estamos erguendo os números, ouvindo hinos, clamores quase que sagrados, como numa missa sem santos, nem padres, afinal a palavra é o utensílio da farsa, os atores são todos que se dizem inocentes, como quem não vai contra a corrente, como quem roda no mesmo lugar. O povo está no mesmo lugar e Vargas está no lugar de sempre como um popular, como um cidadão brasileiro, e o tribunal eleitoral ainda pede: não votem nulo, exerçam o papel de cidadão, mas de que cidadania estamos falando, dos bandeirinhas de esquina, que ganham 350,00 reais pra que possamos ver a propaganda, o comércio político, o anúncio de que um país melhor vem aí com TP, HCF, SPC, CPMF, partidos pelos operários, pelos trabalhadores, pela pena de morte, pela censura, pela sociedade, já chega a época que até mesmo a política é um mito.
O apelo vai aos iluministas, aqueles que conseguem ver a luz no fim do túnel, que conseguem votar nulo diante de tanta festa entre bárbaros, diante do opúsculo democrático que incentiva os brasileiros a uma prostituição constante, o voto nulo é uma maneira de não ceder, de não vender o pouco que resta, de lutar por uma autogestão não demolidora dos direitos humanos.

Por Brena Daniela